O tempo voa e 2021 chegará em breve… Como você está se saindo atualmente, com a aproximação do final do ano?

De acordo com uma pesquisa realizada na Coreia, 64,6% da população é acometida pela chamada “Angústia do Fim de Ano” – sentimento gerado pelo saldo entre metas estabelecidas versus resultados não conquistados.  

Especialmente quando falamos de 2020 e dos impactos que o Coronavírus trouxe globalmente, é inevitável que esta sensação seja ampliada exponencialmente.

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Gallup sobre estado de saúde mental apontou que a população americana foi a que teve os piores resultados, devido a pandemia de COVID-19.

Mas, como identificar se você ou alguém que conhece está com a “Angústia do Fim de Ano”?

É importante deixar claro que essa “síndrome” não pode ser ignorada! Essa mesma pesquisa realizada na Coreia aponta que 23,2% daqueles que sofrem de “Angústia do Fim de Ano” tendem a ter a depressão como um próximo estágio emocional.

Entre os sintomas descritos pelas pessoas, podemos destacar:

  • Sensação de culpa por não conseguir o que planejou no início do ano;
  • Pressão pela cobrança de ter que fazer e/ou ser melhor todos os dias; 
  • Sentir-se solitário, mesmo estando cercado por muitas pessoas;
  • Stress pela possibilidade de ser comparado com outras pessoas, seja na vida pessoal ou profissional.

Então, por que as pessoas sofrem com Angústia do Fim de Ano”?

Além da sensação de não cumprimento das metas estabelecidas no início do ano, a “falta de perspectivas reais para o futuro” e a “sensação de estar envelhecendo” também são fatores importantes que podem desenvolver e agravar a síndrome.

Como podemos ajudar a amenizar a “Angústia do Fim de Ano”?

O primeiro passo, caso você ou pessoas que fazem parte do seu ciclo de convivência se identificaram com os sintomas descritos anteriormente é o diagnóstico e a percepção do grau que ela afeta sua saúde emocional e, se necessário, buscar ajuda especializada.

Independentemente disso, nossa recomendação como especialistas em mentoria executiva é:

1. Mantenha-se ocupado com rotinas positivas!

Procure manter-se ocupado com atividades, pensamentos e atitudes positivas. As pessoas geralmente tendem a ficar sozinhas e evitar o contato com outas pessoas quando estão se sentindo tristes. Isso faz com que elas se isolem cada vez mais, potencializando o processo até chegar à depressão.

Tente estar entre pessoas e situações que você gosta, conversar com pessoas de sua confiança com mais frequência, relaxar e deixar ir as emoções negativas. 

Mesmo que presencialmente isso seja um pouco mais difícil nos dias de hoje, recursos como um telefonema e videochamadas pode ser um grande aliado nestes casos.

O ato de expor seus sentimentos pode fazer com que você tenha uma visão objetiva de realidade, além de ajudá-lo emocionalmente. 

Caso tenha dificuldades em se abrir com as pessoas, escrever ou “falar” com um gravador podem ser recursos interessantes.

2. Alimente-se bem e pratique exercícios físicos.

A “Angústia do Fim de Ano” pode levar ao desequilíbrio alimentar, desmotivação na prática de exercícios e digestão fraca. 

Como consequência, além da fraqueza e da variação de peso, essa combinação pode levar à falta de vigor, baixa da imunidade e insônia.

Com relação à alimentação, procure priorizar a qualidade dos alimentos que consome e procurar estabelecer uma disciplina com relação aos horários das refeições.

Já a prática de exercícios é fundamental porque, durante o processo, nosso cérebro libera Endorfina – enzima que possui uma potente ação analgésica – que, ao ser liberada, estimula a sensação de bem-estar, conforto, melhora no estado de humor e alegria.

Uma rotina de 30 minutos de caminhada diárias, preferencialmente à luz do dia, já é um excelente começo e, certamente, devolverá uma energia significativa no curto prazo.

3. Encontre o significado da vida cotidiana que você pode não estar ciente.

Como seres humanos, somos todos imperfeitos. 

Nesta época do ano, é comum que a sensação de ter falhado com algumas metas sejam priorizadas em detrimento às que de fato realizamos.

A autorreflexão, considerando não só os pontos negativos com, também, os positivos, pode nos levar a mudar a perspectiva. 

Nessas horas, olhar para trás é um exercício positivo para nos ajudar a identificar a qualidade de coisas boas que realizamos!

Ao “colocar na balança”, não avalie a quantidade e, sim, a qualidade do que essas ações positivas trouxeram para nós, nossas empresas, sociedade, amigos e familiares.

Para ajudar nessa reflexão, ao invés de elencar a “culpa”, que tal entender as razões pelas quais deve ser “grato”?

Sugerimos fazer a si mesmo as seguintes perguntas! Vamos lá?

  • Pelo que devo me sentir grato?
  • Que força interior me ajudou a superar os momentos difíceis durante o ano?
  • Quantas pessoas foram impactadas com as ações positivas que fiz ao longo do ano?
  • Como utilizei meus recursos financeiros este ano?
  • O que e/ou de quem “cuidei bem” este ano?
  • Quais as atividades voluntárias que realizei este ano? 
  • Quantas pessoas fiz sorrir?
  • Quais foram os momentos que me senti feliz ou sorri ao longo do ano e por quê?

Esta é a época do ano em que todos precisamos nos unir e encorajar uns aos outros. Não hesite em dizer à sua família, amigos e colegas próximos a você que eles fizeram um trabalho maravilhoso este ano.

E, acima de tudo, não se esqueça de reconhecer suas ações e qualidades! O melhor caminho para a auto motivação está dentro de nós!  

Para estar bem, seja na sua vida pessoal como profissional, é preciso sentir-se bem consigo mesmo! 

Por isso, cuide-se, fortaleça-se… 2021 está chegando e, com ele, novas grandes oportunidades de reescrever nossa história estarão a nossa espera!

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